... your soul was red and your mind was blue ...

Monday, July 30, 2007

"Sim, senhor"

Cheguei a um ponto onde minha política familiar é "não discuta", não importa o que, porque, qual a minha opinião a respeito, apenas não discuta. Antigamente eu acreditava que discutir com meu pai era algo importante, que eu tinha o direito de dar o meu ponto de vista a respeito dos assuntos, que eu tinha o direito de discordar se assim achasse o certo. Grande bobagem, discussões com meu pai não levam a nada, a não ser um grande desgaste psicológico, emocional e às vezes até fisíco (porque eu fico literalemnte cansada), e a cada dia que passa as coisas só se agravam. Meu pai está retrocedendo no tempo, e ele age comigo como se fosse meu filho adolescente rebelde, pois não importa o que eu diga: ele discorda. A opinião dele nada mais é do que uma opinião contrária à minha, sem fazer diferença se é o que ele realmente pensa ou não. Eu posso me esconder atrás da porta e ouvir ele dizer "azul é uma cor tão bonita", e assim que eu aparecer dizendo a mesma coisa ele vai retrucar "nossa.. que gosto... azul é uma cor ridícula". Parece exagero? mas provavelmente não é. A última "quase discussão" foi nesse sábado, pra começar ele fez com que eu acordasse às 9 da manhão pra balancear o carro, eu poderia fazer isso a tarde, eu até tentei argumentar, mas depois percebi que discutir ia me deixar mais cansada do que dormir apenas 5 horas na noite. Pois bem, fui fazer o que eu tinha que fazer, quando voltei disse que o carro ainda tava estranho, puxando pra direita, ok, meu pai na chuva e de sunga foi dar uma volta com o carro, e voltou já com a voz alterada em tom de briga dizendo que o carro estava ótimo e maravilhoso, "-mas é que..." e ele mal me deixou terminar dizendo que ele dirige ha muito mais tempo do que eu, portanto eu não tenho como saber mais do que ele, e eu então seguindo minha nova politica caseira sorri e disse "é...se você diz que está otimo, então está ótimo" e fui tomar meu banho. Se amanhã ou depois o carro der problema e ele jogar a culpa em mim eu vou dizer "é verdade, me desculpa, vou consertar isso" Parece ridículo? E é, mas acreditem, vale muito mais a pena e dá muito mais resultado. A verdade é que eu sou para o meu pai uma pessoa completamente diferente de mim mesma, porque dessa forma as coisas são muito mais práticas, e eu cansei de "revoluções", eu quero é praticidade agora. Pro meu pai nunca nada está bom o suficiente, e eu não entendo de nada, não posso ter uma opinião sobre nada e nada do que eu faço é útil ou pelo menos interessante. Ele acha que eu só saio para bobagens e na época dele os amigos se reuniam para discussões filosóficas... pfffff... se isso for mesmo verdade eu gostaria de dizer que talvez não tenha ajudado muito, porque meu pai é uma pessoa teimosa, fechada e que tem valores que mudam de acordo com seu humor (ou meu humor). Cada vez que meu pai tentou mostrar que eu nunca posso ser tão boa quanto ele fez com que eu me distanciasse dele... e hoje eu evito até mesmo conversas, porque nunca sei o quanto eu posso sair chateada delas, porque ele sabe exatamente como me magoar. Minha mãe sempre diz... "ele é assim porque ele te ama" Não... ele é assim... e ele me ama porque é meu pai...ele tem que me amar... mas não consegue me admirar como pessoa, ou se me admira desmonstra isso de uma forma que é impossível entender...

Tuesday, July 03, 2007

Hoje eu estava conversando sobre a morte dessa estudante aqui de São Luís, sobre o fato de ter sido suicídio ou não e coisa e tal. Acabei caindo no assunto céu, inferno e pra onde as pessoas vão quando se matam. Enfim, eu sempre me disse católica, desde que me entendo por gente, mas de uns tempos pra cá eu tenho percebido que já nem sei mais porque me considero assim. Na verdade eu já considero a possibilidade de que só me digo católica, porque assim me disseram e assim sempre foi. A verdade é que não freqüento missas, a não ser quando alguém me chama ou em ocasiões trágicas. Não freqüento nem sei porque, acho que tenho preguiça, na verdade nunca foi costume da minha família, pelo menos dos meus pais, que também se dizem católicos. Pois bem, eu poderia ser mais uma católica não-praticante, certo? Eu até mesmo já me considerei assim várias vezes, mas a questão não se resume somente a freqüentar missas ou não. Eu fui batizada, aos quinze anos, mas fui. Não escolhi meus padrinhos e eles são pessoas distantes, que não tenho o menor receio de dizer que só representam algo pra mim pelo simples fato de serem meus padrinhos, e ponto. Fiz primeira comunhão, também aos quinze anos, fiz porque sempre quis casar na Igreja e fiquei sabendo que se você não faz a primeira comunhão não se casa. Mas voltando ao ponto de talvez não ser católica. O que eu não tenho certeza é: até que ponto tenho q acreditar cegamente em toda uma doutrina para me considerar de uma religião? Porque se eu tenho que acreditar em TUDO, e confiar em TUDO então já é fato, eu não sou católica. Até onde o questionamento me exclui do Catolicismo? Eu tenho muitas dúvidas sobre algumas coisas, não consigo acreditar em tudo, não consigo concordar com tudo. Por exemplo, voltando ao caso que gerou tudo isso, não sei se acredito que quem se mata vai pro inferno. Acho que seria generalizar demais, será que cada caso não merece uma analise particular? Será que cada pessoa que comete esse ato contra a própria vida tem que ser “julgado” da mesma maneira? Não sei, pode ser injusto. Quando eu perguntei isso pra uma amigo meu ele disse: “Isso é bíblico” E é esse o meu problema, eu não consigo acreditar em alguma coisa pelo fato de ser “bíblico”. Ele me disse que como católico acha que não tem o direito de duvidar, que ele segue um dogma e acredita e pronto, não questiona. Eu não consigo. Ele disse que uma vida sem religião é uma vida vazia. E eu acho que uma vida sem questionamento é mais vazia ainda. Eu não acho que eu estou certa ou domino a verdade, mesmo porque eu não tenho certeza de quase nada. Ele não, ele diz que como ele acredita ele “sabe” a verdade, que todas as outras pessoas estão erradas, e que todas as outras religiões não merecem crédito. Eu queria ter certezas assim, mas não tenho. E quando eu digo que tenho dúvidas sobre alguns pontos da Religião Católica ele me diz que eu estou indo contra milhares de anos de ensinamento religioso. Mas me diz, se a Igreja até o século XV (não tenho certeza quanto ao século) considerava que a mulher não tinha alma como eu vou cegamente acreditar no que ela diz hoje? Até mesmo o pensamento da Igreja muda, evolui, como é que eu não vou questionar?











*desconsiderem os erros, não revisei o texto.

Tuesday, April 24, 2007

eu sabia...

É... aconteceu... de novo... era mesmo de se esperar... culpa minha? pode ser... mas talvez a culpa nem seja de ninguém... nesses casos existe culpa? não sei mais de nada... nada...

Esses dias são complicados... dias em que a gente se sente assim... sem chão... sem apoio... ok ok... família, amigos... me ajudam... e muito!!! Mas a cabeça da gente consegue estragar tudo... estraga toda melhora num pensamento só...

Eu já conheço toda essa situação, não é nem a primeira nem a quinta vez que eu passo por isso... mas... que diferença isso faz? Sofrer agora sempre dói mais que sofrer ontem... sempre

Vai passar? Claro que vai... sempre passa... nunca 100%.. mas passa... a vida segue seu curso normal... e novas coisas vão acontecendo e conseguindo espantar os fantasmas insistentes da nossa cabeça...

Mas ainda nessa fase tudo é mais difícil... acordar é difícil, comer é sacrifício, dormir praticamente impossível....

E porque eu sempre sofro tanto? Porque eu amo demais... porque eu me entrego demais... faço planos demais... e aí a gente sobe, sobe... e de repente puxam o nosso tapete... e aí o que resta é se espatifar no chão... e levantar depois...

Mas eu sei que eu tenho amigos que me amam e por isso me aguentam... porque pra mim amar alguém é ajudar quando a pessoa mais precisa... mesmo que não seja isso uma tarefa agradável... porque eu volto ao normal... em breve... prometo =)

Tuesday, April 17, 2007

Até onde é bom conhecer alguém muito bem? E até onde a gente realmente conhece alguém? Primeiro, quando eu digo que conheço muito bem alguém não me refiro somente ao tempo [mas obviamente o tempo conta também, pois por mais profunda que seja uma relação em 1 mês por exemplo a gente não ultrapassa muito o superficial], me refiro também ao grau do relacionamento, seja ele família, amizade, namoro, enfim... o ponto da minha questão é: quando se conhece alguém muito bem passa-se a ter o terrível poder de saber quando alguma coisa está errada, mesmo quando tudo [ou quase tudo] parece estar ótimo. Por mais que a pessoa se esforce, por mais que a pessoa diga "tá tudo bem", a gente sabe... sabe que não é bem assim, sabe porque já passou por situações parecidas, sabe porque conhece perfeitamente a forma "normal" de agir do outro... e isso é simplesmente uma droga! Queria eu não saber, queria eu poder acreditar cegamente no "tá tudo bem" e seguir tranquilamente, como se meu passado não ficasse martelando a minha cabeça e me mostrando que nada... nada tá tudo bem... e a gente diz "o que tá acontecendo? eu te conheço..." pra depois que tudo explodir acabar no "eu já sabia..."




*o pior de não saber o que tá errado é a impossibilidade de buscar o certo... =/

Monday, March 12, 2007

>=/

PUTA QUE PARIU... as pessoas de São Luís dirigem mal demais!E eu digo "pessoas de São Luís" porque esta é a única cidade onde já dirigi... então não tenho como saber se aqui é pior ou não comparado a outro lugares... receio que sim... mas enfim...Primeiro, as pessoas daqui são lerdas... eu odeio gente lerda... odeio gente que quer passear na esquerda, a 40km/h, tamanho sol de meio-dia na fuça... sinceramente, é muita burrice e muita falta do que fazer... as pessoas não tem vontade de chegar em casa? de comer? de dormir? não tem hora pra trabalhar, estudar? Sei lá... qualquer coisa que não seja infernizar a vida dos outros? Não é possível... e o pior de tudo é que todo lerdo é burro e folgado... porque quando não tá no meio na pista achando que é carroça tá na pista da esquerda, ou melhor... um pamonha na esquerda e outro na direita, atrapalhando gente que tem mais o que fazer do que ficar andando de carro, olhando as pessoas na calçada... ¬¬ E não adianta pedir passagem, jogar luz alta, buzinar, colar o carro, gritar, não adianta fazer porra nenhuma... a gente acaba se estressando e a pessoa continua com a mesma cara de idiota... mas não se estressar é algo que ainda não consigo... Quando tem um acidente então? Hoje eu fiquei presa num engarrafamento de manhã por mais de 40 minutos... num trecho de no máximo 2km, ali perto do São Luís... eu já imaginava que devia ter acontecido um acidente... tudo bem... eu tava tentando ter esperança de que tivesse um motivo razoável pra um engarrafamento tão absurdo... pois bem... quando eu vejo... a "razão" de tudo era um carro que tava parado no acostamente porque tinha pregado... ou seja... o trânsito tava parado porque simplesmente TODOS os carros paravam pra ver o que tinha acontecido... PUTA QUE PARIU... isso dá um ódio muito grande... que diabo de gente curiosa, vai cuidar da sua vida e ir trabalhar... o que que tem de mais numa porra de um carro no prego? Puts... minha manhã começou uma merda...Mas eu ainda não terminei esse post que ninguém vai ler [falar mal me ajuda a superar as coisas, ueheuheuheue, mas já que agora não tem ninguém pra me escutar, eu escrevo], porque além das pessoas lerdas tem as pessoas que se acham espertas e querem te cortar do nada... e aquelas que simplesmente desconhecem as setas e os retrovisores... e fazem as conversões sem reparar se vem um carro atrás, ao lado, ou sem nem mesmo avisar que vai mudar de pista... isso deixando de lado as CARROÇAS [que fazem parte do tráfego ¬¬], motoqueitos, taxistas, ônibus e bicicletas em geral... Em pensar que cada dia fica pior... ai...

Tuesday, February 20, 2007

=)

- será que dá pra passá num vestibular sem sabê escrevê?
- concerteza dá
- puts, mas tem gente que escreve tão errado que nao merece...
- é... se eu pude-se eu reprovava
- mais acontece muito de gente assim passar... pessoas meias burras né?
- e como... trezentas gramas de burrice por pessoa
- derrepente até mais
- eu já vi gente assim... mais foi há muito tempo atráz
- pra reprovar a pessoa tem que ir muito mau
- o corretor das provas tem q ser muito mal também
- que viajem esse negócio hein...
- são coisas loucas, bastantes estranhas...
- depois a pessoa vem com a disculpa "é que eu nem dormir direito esses dias"
- é... vou ti falá... é dificel...
- fala mais auto...
- OI OI... tah me escultando agora?
- agora eu to... é que voce fala muito baixo né...
- poxa, não fala assim... voce sabe que eu tenho baixa estima...
- me desculpa, vc sabe q eu tenho um carinho enorme por te...
- é... eu gosto de mais de vc tbm..


iai... esse é o jogo de quantos erros?
eeiheiuehiue

Tuesday, February 13, 2007

Descobri que eu sou uma pessoa fútil, extremamente fútil. É. Eu só penso em besteiras e tenho os sonhos mais egoístas e desimportantes de todos. Mas enfim, a vida é minha e eu faço o que eu quiser (viu?)... uiehiuehieuheiuhei... coisas que quero aprender a fazer esse ano.. ok ok... nesta década... se for nessa vida já tá valendo...

1. Tocar bateria;
2. Dançar dança de salão (mas pra me apresentar no "dancing with the stars");
3. Patinar no gelo (e ter uma roupa feita pelo Project Runaway pra mim euheuheu);
4. Falar francês;
5. Dominar as artes culinárias (e ganhar o Hell's Kitchen número 8 - se tiver);
6. Lutar kickboxing e espancar a galera;
7. Jogar tênis;

Aê... dá né?

uieheuiheuie... ai que bobagem =P